Eu li essa frase em algum lugar não lembro exatamente onde, e ela ficou martelando na minha cabeça por dias. Porque, quanto mais eu pensava nela, mais sentido fazia.
Se você passa alguns minutos nas redes sociais, parece que todo mundo está vivendo o auge: negócios prosperando, agendas lotadas, corpo em forma, viagens, conquistas, sucesso constante.
A sensação é de que só você ficou para trás.
Mas a verdade é outra bem diferente daquilo que aparece na tela.
O fundo do poço é o lugar mais visitado do mundo.
A diferença é que ele não rende curtidas. Não vira story. Não vai para o feed.
Ninguém posta a noite sem dormir, a dúvida silenciosa, o medo de não dar conta, o boleto que vence amanhã, o choro escondido no banho ou a sensação de que tudo o que você construiu, de repente, não parece suficiente.
E é aí que mora o perigo: comparar o seu bastidor com o palco do outro.
A falsa vida perfeita das redes sociais
As redes sociais mostram recortes.
Momentos editados.
Resultados sem contexto.
O que quase nunca aparece é o processo.
As quedas antes do crescimento.
Os erros que ensinaram.
As pausas forçadas.
As crises internas que ninguém vê.
Quando você consome esse conteúdo sem lembrar disso, começa a acreditar que está falhando, quando na verdade está apenas vivendo.
Quando eu cheguei aos 30… e me perdi de mim.
Quando estava para fazer 30 anos, algo mudou dentro de mim.
Eu olhei para a minha vida, para minha trajetória, para tudo o que já tinha construído… e, mesmo assim, senti que não era suficiente. Foi como se, de repente, todas as conquistas fossem anuladas por uma régua invisível criada pelas comparações.
Eu me vi questionando decisões, escolhas, caminhos.
Me senti atrasada.
Me senti pequena.
Me senti como se estivesse no fundo do poço — mesmo tendo feito tanto.
E foi ali que entendi algo importante: a crise não era sobre idade.
Era sobre expectativa.
Sobre me comparar com histórias que eu só conhecia pela superfície.
O fundo do poço não é um fracasso. É pausa.
O fundo do poço não significa que você perdeu tudo.
Muitas vezes, significa apenas que você chegou ao limite do cansaço, da cobrança e da comparação.
É no fundo do poço que a gente silencia.
Que repensa.
Que reconstrói.
Que decide se levantar diferente.
Nem toda queda é o fim.
Algumas são só um convite para recomeçar com mais consciência.
Não se sinta inferior. Você não está atrasada.
Se hoje você sente que todo mundo está avançando e você está parada… respira.
Se você sente que já deveria estar “mais longe”… respira.
Se você olha para o feed e pensa “eu não sou suficiente”… respira.
Você não conhece a batalha que existe por trás daquela foto bonita.
E, principalmente, você não pode invalidar sua própria história só porque ela não está sendo aplaudida agora.
A sua trajetória importa.
As suas conquistas importam.
Até os dias difíceis importam.
Você não precisa parecer forte o tempo todo!
Empreender não é sobre nunca cair.
É sobre continuar, mesmo quando ninguém está vendo.
Mesmo quando o reconhecimento não vem.
Mesmo quando o fundo do poço parece familiar demais.
Seja gentil com você.
Respeite o seu tempo.
Pare de se comparar com vidas editadas.
O fundo do poço pode até ser o lugar mais visitado do mundo.
Mas ele também é, muitas vezes, o ponto de virada mais poderoso da história de alguém.
E talvez… esse alguém seja você.
Se esse texto falou com você, saiba que você não está sozinha. 💖
Se sentir confortável, compartilhe nos comentários um momento em que você também se sentiu no fundo do poço ou uma fase difícil que te fez duvidar de si mesma.
Sua história pode ser exatamente o que outra mulher precisa ler hoje.
E se fizer sentido, compartilhe esse texto com alguém que você ama ou que esteja passando por um momento difícil. Às vezes, tudo o que a gente precisa é se sentir compreendida.
Beijinhos, até o próximo post ✨
